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Impressões sobre a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul

Posted: julho 1st, 2010 | Author: cicero | Filed under: textos/texts | Tags: , , , , | 2 Comments »

Confesso que voltei da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul com um gosto amargo na boca e um pouco de tristeza no coração. A África do Sul aprendeu com sua história algo que para nós ainda é caro: a GENEROSIDADE. Não sei porque parece que no Brasil ser generoso significa ser moralmente avesso à vida. Isso porque quando saí daqui eu havia sido massacrado pela imprensa local brasileira de que a África do Sul era um país cheio de problemas, violência, sem condições mínimas de civilidade. É só abrir qualquer jornal ou ler qualquer colunista que você entenderá o que eu quero dizer. Mas a surpresa de chegar a um país  vendido como “violento”, que suplantou um dos piores regimes da história, o Apartheid, e que hoje aceita e em alguns casos perdoa o seu passado, além de enfrentá-lo, e muito bem, é a de que nada do que diziam ou do que falavam sobre ele era realidade. Ou melhor, estando lá por algum tempo me dei conta de que as impressões obviamente tem a ver não com o que lá está, mas com os que lá estão. Nós brasileiros não somos acostumados a nos deslocar, somos um povo bovinamente pacato e esperamos que o mundo também o seja. A gente aprende a se virar de uma forma muito cômoda e sai pouco do “lugar”, o que é uma das nossas grandes falhas, a de sermos, desculpem o termo, “caipiras” profissionais.

Acho que é aí que reside o “background” da maior parte dos textos que li sobre a África do Sul. Isso sem falar no preconceito básico, que não preciso nem explicitar em palavras, que ronda a nossa desconfiança quanto ao povo de lá…não é mesmo Demóstenes Torres?

O que encontrei na África do Sul foi um país internacional, que participa do mundo, com um povo alegre, bonito, sorridente, fácil, agradável, super atencioso, maravilhoso e o que achei mais interessante: GENEROSO. Com o seu afeto, conquistam e enfrentam a dura realidade. Mas essa realidade não é aquela que li, não mesmo!  É a realidade de se repensar diante de tantos problemas e diante de uma Copa do Mundo de futebol, onde milhares de pessoas se reúnem para torcer, vibrar e saudar seus países, seus times e equipes. A experiência na África mostrou o quanto os sul-africanos conseguiram fazer em termos de organização, demonstrou que a África é o continente desse século e que eles estão prontos para isso. Sabem como fazer, tem a competência, e digo aqui sem medo: maior do que a nossa, de fazer e acontecer no palco internacional.

E porque será que um povo que até poucos dias vivia sob condições inimagináveis conseguiu avançar tanto em termos de sociabilidade? Bem, na minha simplória hipótese, porque eles enfrentaram o seu passado, sem violência, com um líder à altura de seus desejos, Nelson Mandela!

Voltei da África do Sul com a impressão de que a Copa no Brasil não vai ser tão bela, tão alegre e linda como imaginávamos. Nós perderemos para os Sul Africanos, e não há jeito, pois não há como competir com os sul-africanos em termos de generosidade e alegria. Nós ficaremos aqui com picuinhas de TCU prá lá, moralismos ruralistas prá cá, e quem sempre se ferra nisso tudo é a população, que vai ficar a ver navios sem trem para ir aos estádios e para se deslocar do Galeão ao centro do Rio ou mesmo de Guarulhos para o centro de São Paulo. Outro problema sério que o Brasil vai enfrentar é não ter começado já a realizar as obras de infraestrutura. Não há mais tempo hábil para se construir aeroportos como os de Johannesburgo, de Porth Elizabeth, de Durban e de Cape Town. Só o aeroporto de Cape Town, por exemplo, uma cidade de 600 mil habitantes, é 3 vezes o tamanho de Guarulhos, isso sem falar no conforto interno, na segurança e na capacidade de atendimento. O tempo que gastei entre sair do avião, pegar minha mala, fazer imigração e estar no trem para a cidade foi de 25 minutos. Ah, outro detalhe: não há filas. Sim, sintoma nosso, mas que já passou da hora de melhorar….os banheiros são limpos e construídos com materiais de primeira qualidade, não tem aquela louça sem qualidade brasileira, pequena, desajeitada, mas que custou baratinho porque foi com licitação pública, essa mazela inventada pela elite moralista brasileira que, em nome do resguardo do dinheiro público, joga no colo da população o lixo do preço “mais baixo”, como se a população às vezes não merecesse o que há de bom e durável. Já diz o ditado popular que o barato sai caro. Ah, não me entenda mal: segundo a lei da África do Sul, assim como nos Estados Unidos, as licitações são públicas, mas não são baseadas só no menor preço e sim em um balanço entre qualidade do produto e preço ofertado. Você já parou para pensar que no Brasil nunca uma empresa como Nestlé ou mesmo Sadia vence uma licitação para merenda pública? Entendeu porque servem bolacha farinhenta poluída nas escolas públicas que advém de empresas fundadas poucos meses antes das licitações? Na África do Sul, por exemplo, se um dirigente quiser comprar um material melhor, é só justificar e se o argumento é aceito, a licitação sai. Ah, não acreditou que pode ser melhor? Vá até lá e confira a qualidade dos materiais…..

Outro problema que o país não enfrentou é a questão da mentalidade impregnada pelo gozo com o burocracia. Para alugar um carro em qualquer aeroporto da África do Sul é só ir até uma Avis ou Hertz da vida e, sem reserva alguma, entregar seu cartão de crédito e carteira de motorista, não interessa de que país. Em cinco minutos você está com um ticket na mão com um número de uma vaga no estacionamento. Você caminha até o carro, a chave está na ignição. É só ligar e ir embora. Na devolução, é só estacionar. Um sujeito aparece do nada com um leitor de código de barras. Verifica só a gasolina e te deseja boa viagem. Só isso! Menos de dois minutos. Até fiz questão de perguntar: e a vistoria, e cadê a cuspidinha no  paralama para ver se tem algum arranhão? Nada. Vale mais a eficiência, a tranqüilidade e a facilidade de deslocamento de um visitante do que o sofrimento. Sacou o quanto ainda somos involuídos em termos de mentalidade?  Outro pequeno detalhe que doeu o coração e me fez perguntar o que há de errado em nosso país (e tenho fotos para comprovar): nos aeroportos, é comum ver filas de carrinhos estacionados com bagagem do lado de fora dos banheiros. Ficam ali por vários minutos, intocados, com computadores, compras, malas. Essa cena me entristeceu, pois comparei com qualquer aeroporto nosso. O que faremos para mudar essa nossa condição?

Além disso, tenho que dizer que a comida lá é uma maravilha. Além de custar no mínimo 40% menos do que no Brasil. Os vinhos também são fabulosos, e tudo a uma média de R$ 10,00 (dez reais) que era o meu limite. A carne, com certeza é a melhor que já comi. E olha que sou gaúcho e conheço a fama da carne argentina. Mas não adianta. A melhor carne é a sul-africana.

Bem, após esse breve relato, sinto ter de concluir dizendo que o Brasil infelizmente pegou um concorrente duro de vencer em termos de generosidade, hospitalidade, alegria e facilidade de vida. A África do Sul ganhará do Brasil de 10 a 0 e, como sugestão para algum governante eu diria que agora é hora de o Brasil investir tudo o que tem numa relação mais duradoura com a África do Sul, quem sabe até incluí-la no acrônimo BRICS (Brazil, Russia, India, China and South Africa). Porque não?! A África tem muito a nos ensinar, e nós temos muito a aprender com os nosso irmãos sul-africanos.

Ps.: fui à Johannesburgo à trabalho apresentar um projeto de inovação na área de redes e cinema. É óbvio que em termos de tecnologia a gente dá show, mas aqui para nós, a gente poderia aprender a não pensar tão pequeno….


Relatório final sobre Arte Digital no Fórum da Cultura Digital Brasileira | Final report for Digital Arts @ Brazilian Digital Culture Forum

Posted: dezembro 2nd, 2009 | Author: cicero | Filed under: art/arte, research/pesquisa, textos/texts | Tags: , | No Comments »

Caros, gostaria de agradecer a todos que se dedicaram ao trabalho de ler, revisar, reler, corrigir, sugerir e debater o texto que agora se torna público para apreciação e sugestões para a área de arte digital. O relatório foi entregue ao Sr. Ministro da Cultura Juca Ferreira no dia 21 de dezembro de 2009 e é uma sugestão para a área realizada pelo Fórum da Cultura Digital Brasileira, uma iniciativa do Ministério da Cultura e da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que coordenaram esse trabalho único e desafiador de realizar políticas públicas para a área da cultura digital utilizando a própria infraestrutura digital. A curadoria de Arte Digital é realizada por mim e existem outros quatro eixos, cada um com seus curadores. Parabéns ao José Murilo Jr, do MinC, pela coragem e espírito desafiador, ao Rodrigo Savazoni, pela confiança e a todos os pesquisadores, artistas, professores, educadores etc etc que colaboraram para que esse documento fosse agora publicado. Foram várias reuniões presenciais sobre Arte Digital, em Belém, na UFPA, na Unicamp, no Mackenzie, em Juiz de Fora, na UFJF e na UFSCAR.
O documento é o que segue e se você tem qualquer dúvida ou sugestão, por favor faça um post para a gente melhorar cada vez mais…

Arte e Tecnologia Digital no Fórum da Cultura Digital Brasileira


Brasil inaugura o futuro do cinema

Posted: outubro 9th, 2009 | Author: cicero | Filed under: research/pesquisa, textos/texts | Tags: | No Comments »

Mapa do Global Lambda Integrated Facility (GLIF)

Mapa do Global Lambda Integrated Facility (GLIF)

O Brasil está entre os países que detêm uma das melhoras infraestruturas para transmissão de cinema em alta velocidade do mundo. No dia 30 de julho de 2009, um grupo liderado por pesquisadores da Universidade Mackenzie, de São Paulo, em conjunto com mais de 60 pesquisadores no Brasil e no mundo realizaram um feito inédito na história das redes e do cinema: transmitiram através de fibras ópticas (redes fotônicas) com velocidade em torno de 10Gbps um filme digital em super alta definição (4K) para dois países ao mesmo tempo. O Digital Media Center (DMC), da Universidade de Keio no Japão e o Calit2 da Universidade da Califórnia em San Diego, Estados Unidos, puderam assistir em tempo real ao filme “Enquanto a noite não chega”, com direção de Beto Souza e Renato Falcão, com definição superior a 8.000.000 de pixels por frame. O formato 4K, como é conhecido esse novo processo de renderização de imagens cinematográficas, já foi aceito como a resolução mínima dos filmes que substituirão os padrões atuais pela DCI (Digital Cinema Initiatives), uma associação que congrega os 7 maiores estúdios de Hollywood.

A primeira transmissão de um filme em redes de super alta velocidade requer uma quantidade significativa de conexões e de roteadores, além de servidores de grande porte, para dar conta de projetar o filme e, além disso, de envia-lo através de routers e distribuidores de informação para vários locais do mundo até chegar ao seu destino. Os servidores de renderização de imagens são potentes máquinas criadas especialmente para esse fim que podem ler 10, 20 terabytes de informação e projetá-las em tempo real. Um filme de 70 minutos em formato 4K tem uma média de 4 a 8 terabytes (não comprimido).

As câmeras de captura em 4K ainda são raras no mercado e existe uma polêmica em torno do padrão de captura e das atribuições de cores, pois cada fabricante defende que o seu sistema é mais acurado e renderiza melhor o formato final.

Redes

As instalações das redes que fizeram a transmissão do primeiro experimento nessa área no mundo foram criadas  para servir e interligar grandes centros de pesquisa ao redor do mundo. A experiência pioneira de utilizar essa infraestrutura para a transmissão de cinema foi um marco na criação de novas formas de utilização dessas redes e também colocou o Brasil em um novo patamar em termos de distribuição, acesso e interligação de grandes bases de dados, que agora além de dados científicos e tecnológicos, passam a também distribuir cultura em forma de imagens em movimento, animações, performances teatrais, óperas e concertos. As redes utilizadas na transmissão são conhecidas como Kyatera, da FAPESP, ANSP e RNP que, como mostra o gráfico abaixo, passam nas universidades que possuem pesquisa na área de redes e fibras ópticas. As redes de alta velocidade também são chamadas de redes fotônicas.

Projeto de transmissão do 4K

Projeto de transmissão do 4K

Atualmente existe um interesse crescente em interligar, além de centros de pesquisa avançados, espaços culturais como Cinematecas, bibliotecas, filmotecas, teatros e cinemas, entre outras instituições culturais, através de uma parceria entre a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e o Ministério da Cultura. Pelo que fomos informados, isso seria inédito em termos de abragência dessas novas redes e colocaria o Brasil como um potencial emissor de conteúdo cultural para os demais países conectados às redes. Para se ter uma idéia, o Brasil é o único país listado no mapa do Glif, ou seja, é o único que possui redes acima de 1Gb na América Latina. Com essa conexões ativas, é possível que dentro de poucos anos o Brasil possa ser um centro de produção de filmes em larga escala, pois com  conexões rápidas a edição de filmes pode ser realizada em tempo real com vários países do mundo. A edição de áudio, a renderização de uma imagem, a aplicação de cores, enfim, todo o processo de edição pode ser feita em vários países ao mesmo tempo, com o diretor do filme no Brasil assistindo em tempo real o que está sendo feito e podendo ele mesmo editar o filme em alta definição.

Cinema e redes

A proposta de integrar cinema com redes ópticas partiu de dois pesquisadores da Universidade Mackenzie, Jane de Almeida e Eunézio de Souza, também conhecido como Thoroh, além de um dos organizadores do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE), no caso o autor deste post. Os primeiros contatos para efetivar essa transmissão começaram no ano de 2007, quando alguns pesquisadores do Mackenzie e do FILE participaram do Cinegrid (uma associação dedicada ao estudo das redes de alta velocidade) e decidiram projetar filmes com tecnologia 4K no Brasil pela primeira vez. Em 2008 o FILE teve sua primeira projeção de cinema em super alta definição. Durante uma semana, mais de 3.500 pessoas passaram pelo auditório do Sesi, na Avenida Paulista, para assistir a pequenos trailers de filmes capturados e renderizados nesse formato, assim como a palestras sobre essa nova imagem que surge com o advento da super alta definição. Na ocasião, o FILE se chamou 2.008.000.000, em alusão ao número de pixels da imagem 4K mais o ano em que estávamos naquele momento. Depois de realizado o FILE 2008, pesquisadores do Mackenzie e do FILE novamente foram à UCSD tentar dessa vez encontrar pesquisadores interessados em realizar a primeira transmissão de um filme longa metragem em redes de fotônica de alta velocidade. No Cinegrid de 2008 foi então acordado com a Universidade de Keio, através do presidente do Digital Media Center, Naohisa Ohta e com Sheldon Brown, diretor do Center for Research in Computing and the Arts (CRCA) a primeira transmissão de um filme longa metragem do Brasil para dois países distantes. Mas havia um problema: que filme transmitiríamos se não havia nenhum longa pronto no formato 4K? Foi quando os organizadores decidiram contatar os diretores do filme “Enquanto a noite não chega” e propor a transmissão para Japão e Estados Unidos. Depois de decidido o filme, começaram os trabalhos de infraestrutura mais difíceis. Houve a necessidade de interligar via fibra óptica a Universidade Mackenzie e o teatro do Sesi, onde ocorreu a transmissão. Essa conexão foi realizada pela Telefonica, que instalou a fibra até o local. Também foi necessária a aquisição de equipamentos de codificação e decodificação de grande porte, para atender às demandas da rede, além de servidores de alta performance para suportar a renderização e transmissão do filme. Cabe aqui uma informação importante: os softwares que fazem a rede funcionar, além do sistema de visualização, são Open Source. Realizados esses primeiros passos, começaram os primeiros testes entre os pesquisadores envolvidos e muitos problemas começaram a aparecer. Em dezembro de 2008, os pesquisadores envolvidos no projeto haviam sido avisados que o Brasil teria seu link ampliado de 2.5Gb para 10 Gb, mas não haviam recebido uma data específica para isso. O upgrade acabou sendo realizado três semanas antes do evento e a transmissão do cinema em super alta definição foi o que praticamente inaugurou a nova rede de alta velocidade. Depois de mais de um ano e meio de trabalho, as redes e os sistemas ficam prontos e em julho de 2009 o Brasil fez história como sendo o primeiro país a produzir um longa em 4K a transmitir a sua première para dois países em continentes diferentes através de redes fotônicas de alta performance. Segundo o diretor do Calit2, Ramesh Rao “O evento como um todo foi memorável”.

Leia abaixo o texto da organização do evento

O retorno do cinema orientado pela invenção: novas luzes

O cinema, “a invenção sem futuro” dos irmãos Lumière, marcou o século XX de forma profunda e enriquecedora. Muito do que se disser do sujeito do século XX no futuro será atribuído ao dispositivo de maravilhamento do cinema. Agora, mais de 110 anos depois, este efeito não parece ter esvanecido, apesar do sentimento de naturalidade que temos diante da tela de cinema. Depois de vários estágios, a tecnologia de produção de imagem em movimento sofreu profundas mudanças com o computador e hoje se consegue obter e projetar imagens de qualidade inquestionável, com resultados estéticos surpreendentes até para os amantes da película.

Mas foi preciso que as luzes do cinema encontrassem as luzes dos fótons para que essa imagem potente pudesse ser transmitida sem perda de qualidade. Além da rede de conexões de suporte físico, é também necessária uma rede de cientistas, pesquisadores e inventores que procura tornar realidade este salto tecnológico do sonho de ubiqüidade.

Os pioneiros do cinema também se consideravam inventores e cientistas, até porque a profissão “cineasta” não havia sido inventada. “Apporter le monde au monde” – trazer o mundo ao mundo, era o slogan dos irmãos Lumière e da Pathé-Film. Conforme observa o cineasta Alexander Kluge, a frase pode ter dois sentidos: o nascimento de novas imagens, de um novo mundo, mas também significa que o mundo filmado está sendo exibido em Paris. Naquela época, várias câmeras foram enviadas a vários países do mundo para registrar os movimentos das culturas distantes, à procura de “imagens jamais vistas”. Hoje, o aparato tecnológico de super alta definição pode tornar visíveis imagens em escala micro e macro, de lugares distantes, nunca visitados. Pode também transmiti-las. Depois de anos de narrativa ficcional, cientistas e inventores procuram mais uma vez as imagens jamais vistas, agora para trazer o universo ao mundo.

Jane de Almeida

Assista à cobertura completa realizada pela TV Cultura no link:

mms://videos.tvcultura.com.br/metropolis-videos/20090730-56k-150k-300k.wmv

Revista Pesquisa (FAPESP), setembro de 2009: Na trilha da Luz http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=3947&bd=1&pg=1&lg

Site do UOL: http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/multi/2009/07/31/04023562C4C98346.jhtm?filme-em-super-alta-definicao-e-transmitido-em-sao-paulo-04023562C4C98346

Estado de S. Paulo, 01/08/2009: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090801/not_imp411812,0.php

Repercussão internacional:
http://www.calit2.net/newsroom/release.php?id=1579

http://www.fayerwayer.com/2009/07/brasil-transmitira-pelicula-en-resolucion-4k-a-estados-unidos-y-japon/

http://foro.nod.cl/index.php?s=7b45b4138157e64c37f0d08a960ee187&showtopic=53728

http://ucsdnews.ucsd.edu/newsrel/science/08-09Film4K.asp

texto publicado originalmente em http://culturadigital.br/blog/2009/08/03/brasil-inaugura-o-futuro-do-cinema/


Signs: from text to context

Posted: outubro 9th, 2009 | Author: cicero | Filed under: textos/texts | No Comments »

Signs: from text to context
Article about the Signs project.
Texto sobre o projeto assina: do texto ao contexto
São Paulo, IMESP/FILE, 2003


A forma da técnica / The form of technique

Posted: outubro 9th, 2009 | Author: cicero | Filed under: textos/texts | No Comments »

Text published in the book Hypermedia (FILE Editorial, 2005)
Texto publicado no livro Hipermídias / Hypermedia. File Editorial, 2005, ISBN: 8589730034

The Form of Technique, by Cicero Silva


Sem mal-estar na coletividade

Posted: outubro 9th, 2009 | Author: cicero | Filed under: textos/texts | No Comments »

Sem mal-estar na coletividade
O ensaio analisa o capítulo Street Level do livro Emergence de Steven Johnson


Morel Thresholds

Posted: outubro 9th, 2009 | Author: cicero | Filed under: textos/texts | No Comments »

Morel Thresholds. Some notes on Influenza’s group work (aminima journal, Spain, issue 18)
Article about influenza’s work (www.influenza.etc.br)
Análise do trabalho do grupo Influenza (www.influenza.etc.br)


Depois do Híper / After Hyper

Posted: outubro 9th, 2009 | Author: cicero | Filed under: textos/texts | No Comments »

Depois do híper
After Hyper
Interview with George Landow

FILE SYMPOSIUM 2005


Primeiros passos de uma nova arte

Posted: outubro 9th, 2009 | Author: cicero | Filed under: textos/texts | No Comments »

Primeiros passos de uma nova arte
O artista e pesquisador Noah Wardrip-Fruin fala sobre o futuro da linguagem dos “games”.

Entrevista com Noah Wardrip-Fruin


GPSart / GPSarte

Posted: outubro 9th, 2009 | Author: cicero | Filed under: textos/texts | No Comments »

GPSarte, publicado no catálogo do FILE POA e Rio de Janeiro 2008.
GPSart project published in the FILE Porto Alegre and Rio de Janeiro 2008 catalog.

GPSarte | GPSart (FILE Porto Alegre 2008)

GPSarte | GPSart (FILE Rio de Janeiro 2008)


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