Lançamento do livro CineGrid: futuros cinemáticos


A equipe do CineGrid Brasil, em parceria com o CINUSP e o Centro Universitário Maria Antônia convidam para o lançamento do livro CineGrid: Futuros Cinemáticos, com organização de Cicero Silva, Jane de Almeida e Thiago de André.
O evento contará com uma conversa com o Prof. Arlindo Machado sobre Cinema Científico e projeção do filme MicroOrganisms, de Richard Weinberg.

Quando: 27 de abril de 2017
Horário: 18h às 20h30
Onde: Centro Universitário Maria Antônia – Salão Nobre, 3o andar.
Endereço: Rua Maria Antônia, 294, Consolação, São Paulo.

New article: Passages on Brazilian scientific cinema (Public Understanding of Science)

Our article Passages on Brazilian scientific cinema is online by the Public Understanding of Science journal, one of the best journals on the public science comprehension field. Our article describes more than ten years of our research on the scientific image, in partnership with UCSD, and also analyses the future of the digital image.

Link here: http://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/0963662516683638

Nosso artigo sobre o cinema científico no Brasil foi publicado pela revista Public Understanding of Science (SAGE), Qualis A1 no interdisciplinar de 2013. O artigo é um resumo dos dez anos que estamos pesquisando a imagem digital de ultra alta definição e os aspectos sociais e científicos do aumento significativo da resolução da imagem a partir dos recursos computacionais avançados. Nossa parceria com a UCSD é descrita em detalhes, além de buscarmos na história do Brasil outras pesquisas na área do cinema científico que já faziam alusão aos problemas relacionados com a compreensão pública da ciência pela sociedade no Brasil, desde os tempos de Dom Pedro…

O link para o artigo está aqui: http://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/0963662516683638

Earth Computing Workshop na UCSD

Cluster computacional de Orange Pi´s a energia solar instalados no Earth Computing Initiative da UCSD em Calzona, California.
Prof. Brett Stalbaum e Cicero Silva
Prof. Brett Stalbaum e Cicero Silva

Entre os dias 29 de agosto e 02 de setembro fui convidado para ministrar o curso “Earth Computing” na Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD). O convite partiu do Walkingtools Lab, hospedado no CALIT2 da UCSD. O workshop apresentou o projeto de um cluster computacional que vem sendo desenvolvido por mim em parceria com o Prof. Brett Stalbaum e com pesquisadores do San Diego Supercomputer Center da UCSD e do Laboratório (ver aqui: http://ucsdnews.ucsd.edu/pressrelease/sdsc_uses_meteor_raspberry_pi_cluster_to_teach_parallel_computing).

San Diego Supercomputer Center na UCSD

A proposta é criar um cluster computacional de baixo custo para pesquisas experimentais com sensores remotos, com o objetivo de conectar e obter dados a partir dos sensores em localidades distantes a um baixo custo. O cluster inicialmente é composto por 10 Orange Pi´s e seu funcionamento é a energia solar, com um setup de baterias Tesla que permitem que os computadores continuem funcionando por 3 horas durante a noite.

O objetivo do projeto é criar formas alternativas de envio de dados que não necessitem de energia elétrica e conexão à internet convencional. Além disso, o cluster utiliza a rede de telefonia para envio dos dados, com baixa taxa de transferência de dados, tendo em vista que os sensores não necessitam de grande quantidade de tráfego de dados. Outro tópico que está sendo experimentado, em substituição à telefonia celular, que possui alto custo, é o envio de dados por ondas de rádio em freqüencias abertas de FM (rádio amador). Os cluster computacionais e seus sensores foram instalados em uma localidade remota, na região de Big River, na Caliórnia, e são acessíveis por rádio a distância. O projeto tem como objetivo analisar a viabilidade de novas formas de envio de dados, a partir de sensores, que possibilitem a conectividade e acesso à internet por meio de propostas de baixo custo, ou que utilizem tecnologias que, apesar de existentes, não são utilizadas por serem consideradas obsoletas. Os campos de aplicação do projeto tem sido aplicações na área de sensoreamento remoto de dados metereológicos e, mais recentemente, foi criado um sistema de envio de dados médicos do condado de Calzona, aonde não existe suporte de saúde para os residentes, para o sistema de saúde municipal na cidade de Big River.

Workshop sobre o projeto Earth Computing na UCSD

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Clusters computacionais de 10 computadores Orange Pi’s conectados, por meio de um modem SIMCard 3G, à internet e com energia elétrica gerada a partir de placas solares.

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Na semana de 29/08 a 02/09 farei um Workshop sobre o projeto Earth Computing a convite da Universidade da Califórnia, San Diego (UCSD). O evento tratará da criação de clusters computacionais de baixo custo utilizando computadores de baixa performance Orange Pi’s alimentados a energia solar. O projeto já está em fase de testes e dois protótipos já funcionam em localidades remotas no deserto da Califórnia. O sistema de administração dos clusters é o mesmo utilizado em computação de alta performance em supercomputadores, no caso a plataforma Hadoop.
O objetivo do projeto é criar servidores de baixo custo que possam rodar queries simples em uma base de dados complexa, por meio da utilização de computadores que custam menos de 10 dólares cada (35 reais). A utilização de uma plataforma de computação distribuída como a Hadoop tem o objetivo de otimizar ao máximo a performance de buscas utilizando protocolos computacionais de inteligência artificial de alta complexidade e, ao mesmo tempo, utilizar recursos computacionais de baixo custo, cortando custos como energia elétrica, por exemplo, já que os clusters funcionam a energia solar e não necessitam de refrigeração. É importante notar que este é um projeto experimental e, portanto, não busca obter resultados consistentes de performance comparados a um computador que gasta centenas de milhares de reais ou dólares anualmente em energia elétrica, tanto para manter seus processadores funcionando quanto para manter sua infraestrutura refrigerada, como é o caso nas grandes empresas de computação de serviços distribuídos, que hoje resfriam seus computadores em datacenters localizados em containers posicionados no fundo do oceano.

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